sábado, 21 de junho de 2008

SOMBRA E LUZ


Foi uma experiência enriquecedora para meus alunos, pois partindo do concreto e de forma descontraída, eles realizaram descobertas.

Foi um momento onde eles foram instigados a resolver os desafios propostos e através de tentativas, investigações, observação e principalmente na cooperação. Eles perceberam e chegaram à conclusão de que só existe sombra se existir a presença da luz, que conforme a posição do sol a sombra também muda de lugar. Que nem tudo que fazemos de dia, podemos realizar também à noite.

Li numa reportagem da Nova Escola que esta atividade visa instigar nas crianças o desejo de investigar, observar os detalhes e intervir no ambiente.

Realmente em todo o momento desta atividade eles se sentiram verdadeiros cientistas.

O FILME BALANCE

Ao assistir o filme minha primeira impressão foi de que aquele universo ali apresentado poderia ser uma representação figurada do planeta terra e aqueles cinco seres ali presentes poderiam ser uma forma de apresentação dos cincos continentes que existem na terra.

Durante um período de tempo houve colaboração entre eles, o que mantinha o equilíbrio do “planeta”. Porém com o aparecimento da caixa que poderia estar representando algum tipo de progresso, segurança, desenvolvimento para todo o planeta, começa então uma disputa ( que pode estar representado a guerra), chegando com a eliminação de quatro deles.

Ao final, mesmo ficando sozinho e único proprietário da caixa, não conseguiu nenhum benefício.

Na realidade fiz uma relação entre os países ricos e os países pobres. Os países ricos atualmente têm um discurso de proteção à natureza, porém são os mais poluidores e consumidores dos recursos ambientais. Dominam as tecnologias, aproveitam e implantam suas fábricas potencialmente poluidoras nos países pobres, onde por necessidade de emprego e renda, as legislações ambientais destes países são subordinadas ao interesse econômico.

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Espaço e Forma




Escolhi realizar meu Plano de Estudo com a matemática e tudo que foi proporcionado nesta disciplina veio a me favorecer e contribuir.

A partir de leituras que realizei sobre geometria, observei que as séries iniciais não davam a importância devida à geometria, preocupava-se na realidade com atividades ligadas à quantificação e à linguagem.

Foi na década de 80 que o Brasil começou a incentivar e a valorizar o trabalho com geometria nas séries iniciais, depois reforçada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1997.

Na alfabetização que ensinei, foi o que realmente ocorreu. Trabalhei somente com as quatro figuras geométricas (círculo, quadrado, retângulo, triângulo). Os alunos construíam um palhacinho com as quatro figuras. A partir de um desenho, os alunos teriam que contar quantas vezes cada figura geométrica aparecia (quantificação), e desenvolver algumas das atividades dos livros didáticos.

A partir das leituras e das atividades que desenvolvi com os alunos muito aprendi, pois a geometria faz parte do nosso cotidiano, ou seja, ela está no mundo, seja qual for a situação, e nada melhor que partir do concreto para estimular a criança a observar e estabelecer diferenças e semelhanças, classificar (figuras planas e não planas), identificar regularidades e criatividade.

Quando em sala de aula, mostrei outras figuras geométricas. Os alunos as relacionaram com as figuras que eles já conheciam. Porém no momento em que comecei a movimentar as figuras, como a esfera e o círculo, eles próprios observaram que uma rolava e a outra não, havendo ali uma diferença.

Depois saímos pela escola em busca de formas geométricas chegando eles à conclusão de que o mundo é recheado de formas geométricas, pois até o planeta terra tem a forma de uma esfera.





Estudos Sociais - Teoria e Prática

Desde que comecei a estudar no PEAD, e através das leituras que estou realizando, muito tenho aprendido e refletido sobre minha atuação como professora.

Hoje, tenho um novo olhar com relação a minha prática como educadora e estou buscando como estudante reconstruir conceitos anteriores e elaborando novos conceitos.

Ficava meio intrigada, mas também achava bonito dizer: o objetivo maior da escola é formar um cidadão crítico, responsável, autônomo, participativo, etc.

Hoje, nas minhas reflexões, fica uma pergunta no ar:

- O que a escola oferece realmente de concreto para que este cidadão se torne consciente e responsável, se a própria escola ainda permanece distante da realidade dos alunos?

A escola, por ser também um espaço social, muito pode contribuir para a formação da cidadania desses sujeitos. Entretanto será preciso se libertar dos conceitos que por muito tempo foram estabelecidos, tais como ensino mecânico, fora do contexto histórico e real dos alunos, além de ainda utilizar aulas expositivas como método de aproximação entre aluno e conteúdo. Assim, não é possível atingir o objetivo maior do ensino, que é contribuir para a formação de cidadãos, ensinando-lhes dentro de seu contexto histórico real (relação tempo-espaço)

A instituição educacional deve evoluir para que realmente ocorra uma aprendizagem significativa. A escola deve partir das situações reais vividas por cada aluno no seu dia a dia, em que estes analisem, questionem, estabeleçam relações, possibilitando atuarem responsavelmente pela vida afora. Este é, a meu ver, o real papel do educador através da escola.