segunda-feira, 22 de junho de 2009

ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO

As leituras referentes aos estágios do desenvolvimento, as intervenções da professora Tânia nos fóruns, esclarecendo as nossas dúvidas, trouxeram para mim uma maior clareza sobre este assunto.
Minha participação no fórum foi do estágio das operações concretas, pois a maioria dos meus alunos se encontra neste estágio.
A professora Tânia sempre enfatizou que, a reversibilidade do pensamento é a característica marcante deste período. Ela consegue retornar mentalmente ao ponto de partida.
A idade cronológica não é suficiente para dizermos o estágio em que o aluno se encontra.
A manipulação sensorial dos objetos é característica do estágio sensório-motor.
Identificar o nível de desenvolvimento em que o aluno se encontra será de grande valia para o professor. Este conhecimento vai ajudar de forma mais adequada o desenvolvimento destes alunos.

APRENDIZAGEM


APRENDIZAGEM

A partir da abordagem teórica trabalhada neste semestre que entende a aprendizagem e o ensino como processos distintos nos foi proposto, a realização de um relato sobre uma aprendizagem pessoal.

Quando ia a Gramado e Canela ficava olhando encantada nas vitrines das lojas os artesanatos em madeira e sempre dizia que um dia iria aprender essas técnicas.
Certo dia em São Leopoldo, entrei numa loja que vendia materiais de artesanato onde também havia cursos. Logo pensei que essa era a oportunidade de realizar o meu desejo.
Conversei com a professora dizendo-lhe que achava lindo este tipo de trabalho, mas que eu não possuía nenhuma habilidade, ela me respondeu com um sorriso bem largo: “É simples você vai ver.”
Lembro-me das minhas primeiras peças, não era uma perfeição. Tive da minha professora orientação e aos poucos fui construindo a minha própria técnica, o meu jeito.
Fiquei fazendo cursos por dois anos, pois são muitas técnicas diferentes para se aprender. Vivenciei também momentos de muita interação com as colegas de curso. Posso até afirmar que era uma terapia, pois estava construindo a partir de uma madeira crua (caixa, um móvel, uma tela, etc.), objetos que embelezam uma casa, estava dando vida a esses objetos.
Digo que esta aprendizagem partiu primeiramente do meu desejo, da minha vontade de aprender.
A interação com a professora e as colegas de curso muito contribuiu para que eu sempre progredisse, fosse por um simples elogio (como ficou lindo o que tu fizeste), ou mesmo uma orientação (como segurar o pincel, as cores que combinavam etc.).

EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ




Theodor Wiesengrund Adorno nasceu em 1903, na cidade Frankfurt, Alemanha, e era de origem judaica. Estudou filosofia, sociologia, psicologia e música na Universidade de Frankfurt. Faleceu no dia 6 de agosto de 1969.

Adorno no primeiro capítulo de seu livro, alerta a sociedade de que o que aconteceu em Auschwitz pode tornar a acontecer novamente, e que somente com a educação se contrapondo a barbárie é que a repetição daqueles tempos de horror será evitada.
No entendimento de Adorno, o que aconteceu em Auschwitz teve como precedente uma manipulação ideológica sobre o conjunto da sociedade alemã, deixando-a sem consciência critica, sem força para reflexão e sem capacidade para exercitar a auto-participação. Como reflexo da ausência destes fatores temos o que Adorno identifica como “consciência coisificada”.
Através destes escritos de Adorno, podemos observar o quanto é fundamental a participação do educador nas ações de oposição a barbárie.
O educador não deve ser apenas um repassador de informações, deve propor ao seu aluno uma educação baseada na reflexão crítica e no pensamento autônomo, criando condições para que estes construam a sua consciência emanicipadora.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

EU




Em nossa primeira aula presencial, quando foi pedido para se olhar no espelho por alguns minutos, fiquei meio sem jeito. Talvez porque com o dia a dia corrido meu olhar no espelho é para ver se a roupa está bem, se meu cabelo está despenteado, enfim é um olhar rotineiro.
No momento que tive a oportunidade de me olhar mais profundamente, vi as marcas até então construídas ao longo dos anos da minha vida, isto me fez lembrar que certo dia, quando estava fazendo almoço e escutando rádio, ouvi do locutor uma frase que teria dito o cantor francês Charles Aznavour no momento em que a maquiadora ia fazer sua maquiagem, a frase foi mais ou menos assim: “Não tente tirar as marcas que levei oitenta anos para construir”.
Estas marcas na realidade é a nossa história de vida.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

REFLEXÃO



A partir da leitura do texto Auto Imagem e Auto-Estima na Criança Negra: um Olhar sobre o seu Desempenho Escolar de Marilene Leal Pare deixo aqui as minhas considerações.

Fazendo um contra ponto com o texto de Pare, percebo que os professores não estão preparados, por falta de conhecimento histórico passar para seus alunos a verdadeira história dos negros. Não se conhece o contexto deles enquanto povo africano, não se tem um real conhecimento do que foi a escravatura mundial e tão pouco a escravidão brasileira. Lembro-me da leitura que fiz no livro 1808, de Laurentino Gomes, o qual relata em um de seus capítulos, a violência que foi o translado e a situação dos povos africanos quando escravizados e trazidos para o Brasil, conhecimento este que não tinha antes de ler o livro, com tanta profundidade.
Enquanto nós, educadores, não tivermos um conhecimento mais aprofundado e científico do que é a verdadeira história do povo negro, não conseguiremos repassar esse conhecimento de forma correta para nossos alunos, continuaremos a ensinar de maneira muito superficial, e por vezes até preconceituosa a história deste povo, que é muito séria e que até hoje trás conseqüências negativas a nossa sociedade.
O racismo nada mais é do que uma experiência cultural nada crítica sobre a história deste povo. Este preconceito racial é existente tanto na sua maneira explícita quanto implícita: ou será que ao contar uma piada envolvendo uma pessoa negra, não se está praticando o racismo (?).
Devemos obter maior conhecimento sobre o assunto, para que enquanto educadores não sejamos reprodutores desta discriminação racial e acabarmos, por perdermos nossos alunos negros, por estes se sentirem discriminados, com baixa auto-estima e não pertencentes a sociedade. Devemos sim, conhecer a história desta (grande) parcela da população para podermos lutar por uma equidade e justiça social para nossos alunos.



HISTÓRIA, DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL

Arlete Aparecida Bertoldo Miranda


Destaco uma parte do texto que diz “... apenas a presença física do aluno deficiente mental na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independentemente de suas diferenças ou características individuais”. Lembro-me da primeira vez que chegou até mim um aluno com Síndrome de Down. Nada eu sabia e tão pouco tive ajuda, ou melhor, até hoje nunca tive ajuda por parte de ninguém. Busquei e continuo buscando informações participando de cursos e palestras. Não posso negar que muitas vezes fiquei frustrada, pois, saia em busca de ajuda e escutava frases como: “A escola está excluindo estes alunos e não incluindo”.
Desde 2004, minha realidade como professora é trabalhar com pelo menos um aluno com Síndrome de Down além de outros alunos com diagnósticos, ou não, de outras necessidades educativas especiais. Sinto necessidade de mais informações, formação, apoio da escola e dos pais.
No semestre passado ao ler as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, mesmo sendo uma lei, fica claro que temos um longo caminho a percorrer, pois ainda nos falta recursos pedagógicos, formação, equipamentos, estrutura.
A inclusão de alunos com necessidades especiais em classes regulares é uma realidade. Os estudos mostram a importância da interação entre estes alunos e os alunos não deficientes, porém como diz no texto “para que as diferenças sejam respeitadas e se aprenda a viver na diversidade, é necessária uma nova concepção de escola, de aluno, de ensinar e de aprender”.

Mensagem

Sei que estou atrasada com as postagens do portfólio, mas às vezes na vida somos tomados de surpresa com acontecimentos que, por alguns momentos, nos deixa sem ação.

Isto aconteceu com a minha família, meu marido adoeceu gravemente (agora está melhor) e estou dando suporte para ele.

Foram tantos pedidos a Deus para a sua saúde. Agora só quero agradecer. Agradecer a Deus e as pessoas que ao meu lado compartilharam destes momentos de aflição e angustia.

Dedico esta poesia a meus filhos, amigos e um agradecimento especial as minhas amigas Cleide e a Juraci

Agradeço a você meu amigo


Penso que a vida

é um segredo completo,

penso assim quando me deparo

com as estranhezas no meu caminho.

Quando tudo parece ser o fim,

surge novas expectativas,

surge uma luz,

surgem os amigos.

Amigos escondidos,

amigos ocultos,

amigos que eu nem imaginava existir...

A esses amigos,

separo um pedaço do meu coração

e guardo-os com carinho...

Peço a Deus que proteja estas pessoas,

agradeço por permitir que esses amigos

façam parte da minha vida.

A esses amigos,

o meu respeito,

a minha eterna admiração...

Penso que a vida

me guarda mais surpresas,

penso que está a caminho

muitos acontecimentos,

coisas boas que estão para acontecer,

e esta nova vida,

pretendo poder dividir com todos

que comigo lutam de alguma forma...

No momento,

carrego uma dor,

atravesso um caminho difícil,

mas,

em meio de tantos obstáculos,

encontro esses amigos que

me surpreendem com palavras lindas...

Pessoas a me desejar coisas boas,

algumas, na forma humilde mas com grande sabedoria...

Sou uma pessoa abençoada por Deus,

tenho estas pessoas a pensar em mim,

e tenho Deus,

a me presentear com estas amizades...

Obrigada a você

que está na minha vida

tentando me ajudar...

você que mesmo sem saber,

me dá forças...

Beijos em seu coração,

Que a Paz de DEUS esteja sempre com você!!!