HISTÓRIA, DEFICIÊNCIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL
Arlete Aparecida Bertoldo Miranda
Destaco uma parte do texto que diz “... apenas a presença física do aluno deficiente mental na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independentemente de suas diferenças ou características individuais”. Lembro-me da primeira vez que chegou até mim um aluno com Síndrome de Down. Nada eu sabia e tão pouco tive ajuda, ou melhor, até hoje nunca tive ajuda por parte de ninguém. Busquei e continuo buscando informações participando de cursos e palestras. Não posso negar que muitas vezes fiquei frustrada, pois, saia em busca de ajuda e escutava frases como: “A escola está excluindo estes alunos e não incluindo”.
Desde 2004, minha realidade como professora é trabalhar com pelo menos um aluno com Síndrome de Down além de outros alunos com diagnósticos, ou não, de outras necessidades educativas especiais. Sinto necessidade de mais informações, formação, apoio da escola e dos pais.
No semestre passado ao ler as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, mesmo sendo uma lei, fica claro que temos um longo caminho a percorrer, pois ainda nos falta recursos pedagógicos, formação, equipamentos, estrutura.
A inclusão de alunos com necessidades especiais em classes regulares é uma realidade. Os estudos mostram a importância da interação entre estes alunos e os alunos não deficientes, porém como diz no texto “para que as diferenças sejam respeitadas e se aprenda a viver na diversidade, é necessária uma nova concepção de escola, de aluno, de ensinar e de aprender”.
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